Num mundo em constante mudança, o emprego não podia ficar sempre nas mesmas áreas. Vivemos uma era em que o paradigma social e económico está a alterar-se a um ritmo impressionante – e isso influencia directamente o emprego. Muitos empregos que existem hoje não existiam há 20 anos atrás. A história diz-nos que o mais provável é que muitos empregos em 2030 ainda não existem hoje. O trabalhador do futuro pode ter um emprego que ainda não imaginamos.

A verdade é que é já possível ver-se o cume do iceberg. As áreas emergentes de hoje serão áreas abrangentes amanhã. Porém, com alterações quase diárias, um bom profissional terá que se manter sempre actualizado. As novas tendências estão aí e prometem ir mudando de duas em duas semanas.

 

o trabalhador do futuro terá que ter competências digitais e ajustar-se à mudança de paradigmas

O trabalhador do futuro terá que ter competências digitais e ajustar-se à mudança de paradigmas

 

O trabalhador do futuro deve ter em conta a rapidez com que o paradigma vai mudando e ir-se ajustando aos tempos.

Qualquer que seja a área escolhida, há que se ter em conta, pelo menos, uma coisa: a qualificação é cada vez mais importante. Isto é algo que se vê diariamente nas propostas de emprego. Para qualquer área o mínimo requerido é, na maioria das vezes, o 12º ano. Daqui a uma mão-cheia de anos, será o 12º ano e mais qual quer coisa.

Então, quais são as áreas e competências que deve ter o trabalhador do futuro?

 

O digital

Quem ainda não se apercebeu do boom do digital só pode viver num bunker! Brincadeiras à parte, o digital veio para ficar e não vale a pena remar contra a maré. Assim que se imagina o trabalhador do futuro, o digital aparece logo na nossa cabeça.

Cada vez mais se dá primazia a quem tenha alguma competência digital e informática. Hoje pedem-se competências mais básicas como saber trabalhar com o Microsoft Office, amanhã poderá pedir-se saber programar.

 

Nanotech

A tecnologia está a encolher, ao contrário do que acontece com os smartphones. Os telemóveis são maiores, mas para conseguirem realizar todas as tarefas que lhes pedimos, tudo o que está dentro deles tem de ficar ainda mais pequeno. Quem diz smartphones, diz (quase) tudo o que utilizamos diariamente. E não só, este tipo de tecnologia já está a ser aplicada em muitas outras áreas, como a saúde.

 

Os empregos verdes

Com a preocupação real do aquecimento global, os governos estão a apostar ainda mais nas energias renováveis e em empregos “verdes”. Tratam-se de empregos ligados às questões ambientais, mas também mais sustentáveis. As conferências “Green Jobs” que se realizaram no mês passado em Bruxelas mostraram isso mesmo. O futuro do emprego quer-se verde. E sustentável. E qualificado.

 

Os técnicos em energias renováveis já começam a ser uma das profissões muito requisitadas.

Os técnicos em energias renováveis já começam a ser uma das profissões muito requisitadas.

 

Geriatria

É dado adquirido que a população nos países desenvolvidos está a envelhecer. Prevê-se que o número de pessoas com idades acima dos 65 anos continue a crescer. Por essa mesma razão, o ramo da geriatria irá também continuar a crescer. O cuidado aos idosos será fundamental para manter uma sociedade saudável e activa.