A comunicação é um dos maiores desafios do ser humano nas suas relações e prática profissional.

Comunicação num contexto de trabalho

Uma conversa pressupõe um emissor e um receptor que, de forma fluída e alternada, trocam de papéis no decurso do diálogo.

Neste quadro, não só de palavras é feita a comunicação. Há sempre, por parte de um dos interlocutores, um momento de escuta que deve ser activa e realmente atenta.

Neste processo, acenar com a cabeça ou manter o contacto visual podem ser atitudes comportamentais que promovem a qualidade da comunicação.

A empatia com o outro é um ingrediente chave para o desenvolvimento da perspectiva pessoal e coerência de toda e qualquer abordagem comunicativa.

Dicas para uma comunicação bem sucedida no local de trabalho

  • Comunicação com objectivo – Em qualquer reunião é importante existir uma agenda de trabalhos que oriente a comunicação, por forma a evitar eventuais dispersões. Manter o foco, garante a assertividade e eficácia da mensagem com rapidez.
  • Tom – Muitas vezes, o problema não está no que se diz, mas na forma como é dito. É preciso revelar particular atenção e sensibilidade para com o nosso interlocutor. Respirar fundo antes de se precipitar com as palavras e lembrar: deve-se falar com o outro como se gosta que falem connosco. O respeito vale ouro.
  • Participação – O envolvimento na conversa pode ser demonstrado através de perguntas que revelem interesse e curiosidade em saber mais. No caso de troca de emails, nunca deixar uma conversa em suspenso. Por mais breve que seja a resposta, deve-se fechar um ciclo comunicativo.
  • Inclusão – Não estar sempre a falar ou somente a ouvir é um mandamento para todas as conversas. É necessário encontrar um compromisso equilibrado entre estas duas acções. É motivador partilhar as vitórias, usando o pronome nós, e saber elogiar o profissional que revelou um bom desempenho.
  • Esclarecimento de mal-entendidos – Por vezes, surgem dúvidas em relação a alguma mensagem ou email ou, até, algum ressentimento face a algo que foi dito (ou como foi dito). O confronto amistoso, nestas circunstâncias, é necessário e profícuo.
  • Argumentos – se um funcionário chega, sistematicamente, atrasado, ou um colega fez algo incorrecto no desempenho da função, é necessário chamá-lo à parte para uma conversa. Os argumentos devem, por isso, ser directos e claros, para que os ajustes e melhorias necessárias possam ser feitas.
  • Linguagem Corporal – O corpo fala, pelo que é necessário estar consciente da postura corporal. Numa conversa, uns braços cruzados podem revelar algum tipo de resistência e uns olhos que não deixam de olhar para o ecrã do computador podem indicar indiferença e falta de presença. É fulcral que as palavras correspondam ao que o corpo emite.
  • Silêncio – No silêncio apura-se a arte de ouvir, de compreender e assimilar a informação que se recebe para que, posteriormente, se possa contribuir para a conversa. A ausência de palavra, por um período de tempo determinado, é tão importante como a palavra em si.

Relacionados:
Para além da formação: competências complementares
7 dicas para ser mais proactivo na procura de emprego