O interesse na agricultura enquanto negócio atractivo cresce de dia para dia. Regularmente surgem notícias (exemplos: aqui, aqui e aqui) que reflectem a importância que os responsáveis políticos atribuem a este sector. Estamos a redescobrir o valor da terra e a “regressar às origens.”

Jovens agricultores num campo cultivado

A agricultura está a emergir como uma boa opção de carreira para aqueles que se sentem em sintonia com a natureza e querem tirar partido daquilo que ela tem para nos oferecer. Esta é uma actividade essencial e de grande importância, no nosso país e no mundo. Afinal de contas, é (não só, mas também) nas culturas e nos produtos hortícolas que reside a subsistência da raça humana.

Se não houvesse quem se dedicasse à agricultura, quem plantasse, cuidasse e colhesse na altura certa, como chegariam os vegetais e os legumes às nossas mesas? Provavelmente estaríamos condenados a uma triste e cinzenta roda dos alimentos, desprovida de qualquer colorido.

Esta escolha de carreira proporciona oportunidades profissionais interessantes porque está associada a uma necessidade de relevo: precisamos de alimentos provenientes da agricultura e de quem os cultive.

Mas atenção, ninguém nasce ensinado. Se há quem por sorte tenha herdado o conhecimento de pais e avós que sempre trabalharam na terra, também há quem se veja numa inesperada situação de desemprego e decida criar o seu próprio projecto nesta área, sem ter para isso as bases necessárias.

Além disso, gerir um negócio agrícola não passa apenas por saber plantar e colher. Há que rentabilizar e modernizar esta actividade, tendo em atenção os aspectos de gestão implícitos, saber como usufruir dos incentivos que o nosso país oferece aos produtores, conhecer a legislação em vigor, tirar partido da Internet e das redes sociais em termos de divulgação e dinamização da empresa.

É aqui que surge a formação em gestão agrícola, curso que lançámos recentemente. Há muito para aprender sobre a exploração agrícola e Portugal precisa de mais profissionais qualificados nesta arte milenar. Ou não fossemos nós um país repleto de terrenos férteis, bem localizados, à espera de quem os saiba rentabilizar.